O que deveria ser utilizado como uma adenda na felicidade, passou a ser un fin em si mesmo [money no bolso]. Em uma sociedade fundada em valores materiais, o homem continua cada vez mais contristado, inditoso, abaladiço, instável. Consome vorazmente o que pode e o que não pode. É psiquicamente mitomaníaco e uma espécie de morbidamente obeso, com uma enópia que não consegue saciar. Acumulando coisas, o ser humano passa a ser ele também uma coisa, passa de possuidor para possuído. Em tal quesito, descarta e é descartado. O corolário do ter, em detrimento do ser, é o haurimento espiritual, afetivo e moral. O homem é quem pensa que passa a ser o dono do Ouro e da Prata no mundo, - ludibriado está ele. Isso é penúria da Shekinah de Deus. É preciso buscar no abisso do nosso ser, o antídoto que nos permita ser e não apenas ter, mas nos permita meditar sobre os valores que devem dar real valor à nossa efêmera existência. [os leccionandos no L1-Butantan, que o diga]. Que sejamos alguém e não algo. Saboreemos os dias e ajudemos o próximo, marcando nossa existência não como uma forma singular de ser, mas que pluralize os valores, os sabores e os amores, vivendo no presente do subjuntivo, congeminando as felicidades.
É hipocrisia pensar diferente.
Tudo Passa. Felizmente
só Deus permanece.